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sexta-feira, 9 de maio de 2014

Ervas aromáticas na horta – O alecrim


O alecrim é uma planta aromática que deve fazer parte de uma horta, dado os benefícios que traz para outras plantas da horta e também pelos seus benefícios aromáticos e medicinais.

O alecrim é uma planta perene e lenhosa, tem um cheiro forte e bastante agradável. Esta erva aromática gosta muito de luz solar e de terrenos secos. É uma planta de fácil cultivo, uma vez que não necessita de grandes cuidados. Por isso, não necessita de ser um agricultor com muita experiência para cultivar alecrim.

O alecrim é uma planta muito resistente e de fácil adaptação, dando-se em todo o tipo de terra, mesmo em terrenos de solos pobres e secos. Ele não gosta de muitas regas e inclusive gosta de passar sede. Tenha em atenção esta dica, uma vez que o alecrim não gosta de estar encharcado e esta planta aromática não se desenvolve convenientemente se tiver muita humidade.

Se pretender cultivar alecrim pode fazê-lo a partir de sementes ou ir a uma loja de produtos agrícolas e comprar uma planta e transplantá-la para a sua horta. Outra opção, talvez a melhor, é pedir a um vizinho para retirar um ramo e reproduzi-lo por estaca, dado que o alecrim pega por estaquia. O outono, tal como para outras plantas, é a melhor época para fazer a estaquia do alecrim. Coloque os ramos em vasos guardados em local iluminado mas sem ser à luz direta do sol e deixe ganhar raízes sem esquecer das regas necessárias (deve manter o solo húmido até ficar enraizado). Quando estiver suficientemente enraizado pode transplantá-lo para a sua horta.

O alecrim é um bom aliado da sua horta. Esta planta quando está em floração atrai as abelhas, grandes aliadas na polinização das suas plantas. Para além disso, o alecrim funciona como insecticida natural da sua horta, dado que ele protege as outras plantas de certas pragas. Por exemplo, se plantar o alecrim junto de repolhos ou couves, ele afasta a borboleta, evitando que ela coloque os seus ovos, que geram as lagartas, nas culturas.


Na cozinha esta erva aromática é bastante apreciada e fica bem em pratos de carne, ótimo para temperar as carnes que pretende assar ou grelhar. Se for um apreciador de coelho pode adicionar a pratos de coelho manso, conferindo-lhe o sabor a coelho bravo. Também fica excelente em saladas e queijos.

O alecrim é uma planta com muitas propriedades medicinais. Esta planta aromática é antisséptica, anti-espasmódica, vasodilatadora, purificadora, estimulante digestivo e estomacal e estimulante capilar. As folhas e flores do alecrim são usadas em chás, infusões, decoções, macerados, óleos essenciais, tinturas para combater problemas respiratórios, dores reumáticas nas articulações, depressão, cansaço físico e gases intestinais. O alecrim também melhora as insuficiências hepáticas e a circulação, estimula o crescimento do cabelo e ajuda na cicatrização de feridas (em banhos).

O alecrim é ainda muito usado na produção de perfumes e cosméticos.

segunda-feira, 31 de março de 2014

Ervas Aromáticas na Horta

Uma horta biológica é o sonho de cada vez mais portugueses, que se rendem a esta agricultura que privilegia o sabor e os métodos naturais.

Para repelir insetos indesejáveis, as chamadas pragas, e atrair insetos úteis, como a abelha e a joaninha, devem ser plantadas determinadas ervas aromáticas nas nossas hortas. Esta prática, aliada a outros princípios da agricultura biológica, substitui a utilização de pesticidas e produtos químicos nocivos para a saúde e o meio ambiente.

A chaga ou capuchinha funciona como uma armadilha pois atrai para si os afídeos, vulgarmente conhecidos como pulgões ou piolhos-das-plantas. A chaga é um bom indicador da existência de pragas e, deste modo, sabemos que devemos proteger a nossa horta. O cravo túnico afasta nematodes e a mosca-branca com a intensidade do seu cheiro. Os tomateiros adoram ter esta planta por perto, assim como o manjericão que ajuda ao sabor do tomate. O tomilho afasta a mosca da couve. Uma boa solução passa por colocar vasos de tomilho entre as couves.

A calêndula e a hortelã-pimenta atraem as joaninhas, as protagonistas da agricultura biológica porque se alimentam de uma grande quantidade de pragas. Contudo, e porque são muito sensíveis aos pesticidas usados na agricultura tradicional, nos últimos anos, têm-se visto cada vez menos exemplares destes predadores. O cultivo de pequenas sebes de alecrim, alfazema, tomilho, além de protegerem as hortas da erosão provocada pelo vento, “chamam” as abelhas, os insetos responsáveis pela polinização.

quarta-feira, 19 de março de 2014

Horta Biológica: sementeiras

Hoje vamos falar sobre sementeiras. Sementeiras, tal como o nome indica, deriva da palavra sementes. Significa semear sementes. Muitas plantas devem ser semeadas e colocadas no parapeito da janela da cozinha, na estufa ou em outro local protegido (basta que tenha uma boa luminosidade, mas sem a luz solar a incidir diretamente, pelo menos até germinarem) e depois transplantadas para um local definitivo como a horta, a varanda, um vaso.

Qual a profundidade que deve plantar as suas sementes? Poderá fazer testes e semear as sementes a diferentes níveis de profundidade. Mas regra geral, as sementes maiores semeiam-se mais fundas, como a de abóbora, e as sementes mais pequenas semeiam-se mais à superfície para germinarem melhor, como as sementes de rabanete. Como são mais pequenas podem ter mais dificuldade em perfurar a terra e chegar cá a cima. Além disso, a terra não deve ser tão acalcada.

A agricultura biológica privilegia as espécies e variedades de sementes rústicas, que já foram cultivadas pelos nossos antepassados e que são passadas de geração em geração.  Estas sementes têm a vantagem de estarem bastante adaptadas ao nosso solo e às condições climatéricas locais. E são mais resistentes, em situações de condições climatéricas adversas conseguem manter uma produção razoável. Por isso, guardem as sementes dos vossos avós, pais e aproveitem de ano para ano essas sementes. Assim, pode evitar-se a extinção de sementes raras.

Que sementes usar nas nossas sementeiras? Sementes de alface, pepino, rúcula, feijão, pimentos, tomateiros, cebola, entre outras.  

O que é necessário para fazer as sementeiras? As sementes, os recipientes para as colocar, a terra e o húmus, obtido por compostagem e/ou vermicompostagem. Cá em casa vamos buscar terraço aos pinhais, é ótimo para encher os nossos recipientes. Depois, muito importante, é regar sempre que for necessário. Também devemos escolher um bom local para as nossas sementeiras, com uma boa exposição solar. Experimentem colocar algumas sementeiras no parapeito da janela da cozinha, vão poder observar como as plantas procuram a luz solar… em muitos casos atém esticam o “pescoço” para o encontrarem e ficam tortas. 

Onde deve fazer as suas sementeiras? Cá em casa costumamos reciclar o que temos por aqui. Pode usar cuvetes, copos de iogurte, caixas de ovos, pacotes de leite cortados, rolos de papel higiénico, garrafas de plástico, embalagens de plástico, entre outros. 


As embalagens plásticas funcionam como mini-estufas. Assim como os garrafões de água.

Os rolos de papel higiénico têm a vantagem de não ser necessário remover a planta aquando da transplantação. O rolo com a planta é colocado diretamente na terra pois decompõe-se facilmente, sendo biodegradável.

Veja na figura como deve fazer.
1º dê vários cortes no rolo
2º dobre esses cortes para fazer o fundo
3º encha os rolos de terra e semeei as sementes
4º coloque os rolos num tabuleiro e regue


Se preferir, não corte os rolos. Num tabuleiro espalhe alguma areia e coloque sobre esta os rolos que devem ficar levemente enterrados na areia. Depois encha-os de terra. A areia vai permitir que os rolos se mantenham de pé e servir de drenagem para a água escoar facilmente.

O que deve saber mais?
- Coloque duas a três sementes por recipiente. 
- Não se esqueça de etiquetar as suas plantas com nome. 
- Caso semeie demasiadas sementes e todas vão avante, deve cortar (não arrancar) as que estão a mais, deixando duas ou três por recipiente para ficarem mais resistentes. Isto antes das plantas ficarem "pernudas". 

Quando deve transplantar? Normalmente, deve transplantar a planta quando esta tiver cinco folhas porque a planta está mais forte e reage melhor ao transplante. 
Temos de ter consciência que as sementes têm ritmos diferentes de germinação. Uma semente de rabanete germina num instante, em 2, 3 dias está cá fora. Enquanto uma semente de abóbora leva mais tempo a germinar. Por isso, não podemos estar à espera de ver as nossas sementinhas a germinarem todas ao mesmo tempo. Cada uma tem o seu próprio tempo.

Cá em casa as sementeiras são o melhor método a seguir, semear diretamente na terra, ao ar livre, acaba por não ter os resultados esperados, ou porque não nasce e estamos sujeitos às condições atmosféricas que, muitas vezes, não deixam as nossas sementes nascer. 

sexta-feira, 14 de março de 2014

Horta Biológica: o que é a agricultura biológica?

                                               Imagem: Dina Silva, http://www.reinodorecreio.com

Hoje damos início a um novo “espaço” no nosso blog: Horta Biológica. Espero que gostem tanto de lê-lo como nós gostamos de escrevê-lo.

Muito se tem falado de agricultura biológica. Mas afinal o que é a agricultura biológica? Em primeiro lugar não usa pesticidas nem adubos químicos, o que é ótimo para a nossa saúde e para o meio ambiente pois não contamina os solos e as águas dos reservatórios subterrâneos.  Mas então… como se evitam as pragas? Como se adubam os solos? Existem à venda produtos biológicos para esse efeito. Além disso, existem plantas aromáticas que afastam pragas como o piolho (mas nisso falaremos noutro dia). Pode recorrer-se à compostagem para produzir húmus, uma espécie de adubo natural, que enriquece o solo. Há consociações, cultivar duas ou mais culturas na mesma zona, que trazem bastantes benefícios para as plantas. Por exemplo, plantar batatas e feijão em filas alternadas protege a batata do escaravelho.

A agricultura biológica recorre à policultura, ou seja, numa mesma horta são plantadas várias culturas em consociação. Esta consociação traz benefícios para as plantas como já referimos e para os solos e isto no seu conjunto leva a um aumento da produtividade. Por exemplo, temos culturas alternadas de alface e cebola. Neste caso, se uma praga atacar uma fila de alfaces dificilmente vai-se propagar para as restantes filas de alface pois vai encontrar no caminho a “barreira” das cebolas. As diferentes culturas precisam de diferentes nutrientes que vão buscar ao solo a diferentes níveis de profundidade, o que vai contribuir para o crescimento saudável das diferentes culturas. No mesmo canteiro são plantadas: várias plantas, ervas aromáticas (para afastar pragas) e até sebes como a madressilva, o loureiro, o funcho que vão proteger a horta e as plantas mais sensíveis da exposição dos ventos e do sol.

A rotatividade das culturas também é muito importante nesta agricultura. Por exemplo, este ano tem o canteiro x e o canteiro y. Para o próximo ano, as culturas do canteiro y planta no x e as culturas do canteiro x planta no y. Convém não repetir as culturas no mesmo canteiro.


Para saber se um produto é de origem biológica tem de encontrar este símbolo: